O que são as figuras de linguagem

A língua portuguesa oferece diversas maneiras para que cada pessoa se expresse da maneira desejada. Isso é possível graças aos recursos estilísticos que o idioma proporciona a seus falantes, mas principalmente à capacidade de entendimento de quem fala e escuta. Um exemplo disso são as figuras de linguagem, tão utilizadas no nosso dia a dia, que muitas vezes ignoramos o contexto ou sua importância. Entenda o que são esses recursos e os principais exemplos.

Modos de expressão

As figuras de linguagem são recursos estilísticos do nosso idioma que tornam a linguagem mais expressiva e significativa. Elas podem ser utilizadas tanto na escrita quanto na fala a fim de expressar o que pensamos de maneira mais original e criativa. Para obter esse efeito, geralmente é explorado o sentido não-literal (a conotação).

O uso das figuras de linguagem permite realçar a sonoridade das palavras e das frases, obter efeitos inversos ao que está sendo exposto e destacar elementos. Quanto mais repertório adquirimos, maior a possibilidade de criar e entender novos significados.

Figuras de linguagem semânticas

Essas são as figuras mais conhecidas, já que são muito utilizadas no dia a dia. Elas mexem com o sentido literal das palavras e criam novos significados. Um exemplo é a metáfora, que emprega um termo com significado diferente do habitual em uma relação de similaridade entre o literal e não literal. Na frase “João é um foguete”, queremos dizer que João é muito rápido, tal qual um foguete.

Já a comparação ocorre quando aproximamos dois termos dentro de uma relação de similaridade e utilizamos termos que explicitam essa ligação, geralmente com um nexo comparativo. Por exemplo: “Maria dorme como uma pedra”.

Outra figura muito comum é a metonímia, uma transposição de um termo para outro que possui alguma relação, mas com a manutenção do significado. Quando se diz que “vivo do meu suor”, a palavra suor tem o efeito de “esforço proveniente do trabalho”.

Além disso, é muito comum o uso da hipérbole no dia a dia, que se vale do exagero a fim de enfatizar o termo. É o caso de uma pessoa que diz que “está morrendo de frio”. E a ironia é um recurso muito conhecido que consiste em dizer uma coisa explicitando o contrário. Um exemplo disso é afirmar que “Luiz foi muito bem na prova. Tirou nota 2”.

Figuras de sintaxe

São as figuras de linguagem que possuem algum desvio na construção normal da frase. A mais comum é o pleonasmo, que se caracteriza pela redundância a fim de reforçar uma imagem ou apenas um vício. É o caso clássico de “subir para cima” ou “entrar para dentro”.

Figuras sonoras

Esses recursos estilísticos utilizam os efeitos de linguagem para enfatizar os sons das palavras, sendo empregados amplamente na poesia e na música. A mais conhecida é a onomatopeia, que procura imitar os sons e ruídos das coisas na reprodução. É o “au-au” do cachorro ou o “ding-dong” da campainha.

Outras duas figuras muito conhecidas são a aliteração e a assonância. Enquanto a primeira consiste na repetição ordenada e ritmada de sons consonantais, a segunda busca o mesmo efeito com o som das vogais.

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