Oficinas no contra-turno melhoram a aprendizagem

As atividades ajudam a formar alunas e alunos mais conscientes de seu valor pessoal e lugar na comunidade escolar.

Por Redação / Adaptação Web Rachel de Brito,

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Em uma escola com índices educacionais a serem revistos, em Jataízinho, no estado do Paraná, um projeto envolvendo intervenções artísticas se tornou parte do projeto pedagógico da instituição como forma de melhorar os processos de ensino-aprendizagem. Tudo isso tendo a(o) aluna(o) como protagonista de mudanças e resultados, o ponto mais importante da iniciativa.

Trata-se do Colégio Estadual Pedro Viriato Parigot de Souza, que desenvolveu diversas oficinas com o apoio do Programa de Ações Descentralizadas (PAD), lançado pela Secretaria do Estado da Educação do Paraná, que previa atendimento personalizado às instituições com resultados em questionamento.

Sem prejudicar o tempo das aulas, seus educadores desenvolveram as atividades em programação extra-curricular. “As oficinas realizadas na escola foram constituídas/realizadas em período contrário ao turno regular dos alunos e mediante uma organização direcionada ao objetivo de instigá-los e estimulá-los a uma nova postura diante do contexto escolar”, explicam os educadores Reginaldo Lacerda de Matos, Diretor do Colégio, e Juliana Souza Ferreira, técnica-pedagógica de Artes do Núcleo Regional de Educação de Cornélio Procópio e participante do PAD, que descrevem a proposta.

O trabalho dos docentes nesse caso, segundo informado pelos organizadores das oficinas, compreendeu a análise de seu papel integrador, a consciência da importância de uma educação de qualidade, a motivação pessoal de educadores e estudantes e, por fim, um levantamento diagnóstico acerca dos êxitos, fragilidades e necessidades das alunas e alunos e da escola.

Fornecer algum diagnóstico é importante, eles explicam, porque os gestores e a equipe poderão fomentar ações a serem construídas a partir, também, da óptica do aluno que, inserido ao processo, pode repensar sua conduta, a conduta de seus amigos e até mesmo a conduta de seus professores – entendem os organizadores. “Analisar criticamente um contexto nos faz identificar as fragilidades e as mudanças a serem construídas conjuntamente, afinal, a escola é espaço de construção contínua dos saberes, não apenas os sistematizados, mas sobretudo os saberes que nos elevam a uma condição melhor enquanto cidadãos críticos”, revelam Matos e Juliana.