Atividades sobre segurança no trânsito

O tema é repetitivo, mas a importância da responsabilidade no trânsito não diminuiu

Da Redação | Foto njfamily | Adaptação web Isis Fonseca

Responsabilidade no trânsito

Ainda estamos tentando enfrentar os desafios impostos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a chamada Década de Ações pela Segurança no Trânsito, que vai até 2020. Portanto, ao abordar o tema, as escolas deveriam se focar em projetos voltados às ações que incidam sobre a vigilância e prevenção de lesões e mortes no trânsito.

Contudo, esses mesmos assuntos têm que ser trazidos para a sala de aula de forma lúdica para prender a atenção das crianças e, assim, transformá-las em agentes multiplicadores de informação, pois é importante educar para que compreendam a necessidade de atitudes responsáveis, capazes de impedir mais mortes por imprudência. Consequentemente, os alunos também devem aprender a se comportar como pedestres e ocupantes de veículo, bem como se preocupar com condutores irresponsáveis que, por falta de educação e respeito ao próximo, ignoram a sinalização.

Opções para esse tipo de trabalho não faltam. Além do jogo que sugerimos, diante da falta de inspiração, acesse o projeto Trânsito Legal, iniciativa da empresa Perkons (especialista em desenvolver e aplicar tecnologia para a segurança no trânsito), que está repleto de propostas de atividades que incluem desde a sinalização as cores do semáforo, passando pelos cuidados ao atravessar as ruas, até chegar à importância da faixa de pedestres e da cadeirinha para os irmãos menores.

Brincando, além de aprender, elas poderão repassar as dicas aos pais que conduzem e quando adultas, se assimilarem, ao menos, parte do conteúdo, ainda terão a chance de se tornarem motoristas mais criteriosos e, em consequência, cidadãos mais conscientes de suas responsabilidades perante a sociedade, no trânsito e fora dele também.

A interdisciplinaridade ligada ao tema

Com as turmas a partir do 3º ano, ainda dá para aliar mobilidade urbana e geografia para trabalhar o trânsito. Para tanto, peça para a criançada traçar o trajeto entre suas respectivas casas e a escola, destacando a sinalização encontrada. A partir do desenho de cada uma, faça com que percebam o que poderia acontecer se a sinalização fosse excluída ou alterada.

Em seguida, mas ainda frente a essa situação hipotética, promova um debate sobre como fariam para chegar à escola, respeitando o horário costumeiro de saída da própria residência. Depois, questione o limite de velocidade e a ausência de semáforos ou de faixas de pedestres, para que sintam a importância deles.

Exemplifique, fazendo os alunos imaginarem que terão que atravessar uma via sem semáforo e na qual a velocidade é extremamente excessiva. Escute as respostas, esclareça as dúvidas e peça para reorganizarem o trânsito por meio de outro desenho. Se quiser, peça para a turminha reproduzir pistas no pátio e sinalizá-las com placas elaboradas em papelão, com a finalidade dos maiores orientarem os menores em horários pré-programados. Caso seja impossível, proponha à direção da escola, uma palestra sobre trânsito.

Normalmente ONGS e entidades, tanto estaduais quanto municipais, oferecem esse trabalho gratuitamente e, entre elas, algumas até tem espaços destinados à vivência infantil, que simulam vias públicas, nos quais os alunos poderão assumir tanto o papel de condutores quanto de pedestres, sempre de forma alternada.

Repasse a sua turminha!

Em virtude do excesso de velocidade, uma das maiores causas de acidentes de trânsito, a chance de um pedestre sobreviver a um atropelamento em via pública é quase nula. Pior ainda é quando a morte não é ocasionada, pois, normalmente, as vítimas ficam com sequelas irreversíveis. Segundo dados estatísticos, um veículo a 60 quilômetros por hora já é capaz de matar uma pessoa! É por isso que nas cidades as velocidades são mais baixas se comparadas às estradas.

Nos grandes centros há pedestres, cruzamentos e outros fatores que influenciam a circulação de motorizados que, por sua vez, devem ser mais controlados para preservar vidas. Já nas estradas essa velocidade aumenta, pois se considera baixo o número de pessoas que transitam ou querem atravessar as pistas.

Contudo, apesar dessa diferença evidente, as placas de sinalização que indicam velocidade máxima devem ser respeitadas em qualquer lugar, pois basta um descuido para que um acidente aconteça.

Por conseguinte, na condição de pedestres ou de ocupantes de veículos particulares, as crianças devem estar alertas em relação aos atos falhos e se expressarem diante deles, na intenção de educar os adultos que dirigem, com o conhecimento que adquiriram. Faça-as notar que um motorista desinformado é nocivo para a sociedade em geral.

Já como ocupantes de ônibus ou outros veículos dirigidos por condutores profissionais, notada alguma alteração em relação às placas de sinalização, elas devem se valer, de forma bem consciente, dos números de telefones destacados no painel superior dianteiro dos veículos para comunicar a empresa responsável o desrespeito cometido, inclusive com os passageiros que necessitam se deslocar com segurança, pois precaver também salva vidas.

Alerte a criançada!

Antes de atravessar qualquer rua, mesmo que ela tenha semáforo, é preciso olhar para os dois lados para se certificar que não há veículos transitando. Esse cuidado é necessário, porque, de vez em quando, surgem condutores apressados que ignoram a sinalização e, em consequência, colocam em risco a vida dos pedestres.

Além disso, é necessário procurar por faixas de pedestres ou passarelas para cruzar as pistas. Caso não haja nenhuma delas, o ideal é se afastar de esquinas e curvas, procurar por policiais ou agentes de trânsito ou caminhar até encontrar um lugar que dê tanto uma visão completa da circulação quanto à segurança necessária para atravessar a via. Depois, é preciso seguir em frente, mas sempre em linha reta e sem correr, para não tropeçar nem cair no meio da pista.

Como pedestre, o aluno sempre deve usar a calçada, de preferência no sentido contrário ao dos veículos, para enxergá-los bem. Caso esteja passeando com um animalzinho de estimação, ainda deve usar a coleira para impedir que ele avance em direção aos carros.

Explique que não dá para combinar patins, skate ou bicicleta com o trânsito, principalmente, porque existem vários locais mais adequados para se divertir, inclusive com segurança, com tudo isso. Por fim, alerte sua turminha que, ao subir ou descer de um ônibus, é preciso esperar ele parar completamente!

Adaptado de Revista Guia Prático do Professor – Ensino Fundamental Ed. 143